Características programa faturamento agência de viagens

Programa de faturamento para agências de viagens: características

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Um programa de faturamento para agências de viagens não pode funcionar com a mesma lógica que usa um comércio tradicional. Aí está o primeiro mal-entendido que costuma levar uma agência a escolher mal: pensa que precisa de um sistema que emita comprovantes, quando na realidade precisa de um que entenda como se gera o dinheiro nesta indústria.

Em um comércio comum, a venda e a fatura ocorrem quase ao mesmo tempo. Em uma agência de viagens, entre esses dois momentos podem passar semanas ou meses. Um cliente confirma um pacote em janeiro para viajar em julho. Paga um sinal, depois uma segunda parcela, e só no final se emite a fatura completa. Enquanto isso, a agência também paga a um ou mais fornecedores, em datas que não coincidem com os recebimentos do cliente. Um programa pensado para varejo não contempla essa defasagem porque não foi projetado para conviver com ela.

Este artigo revisa quais características fazem com que um programa de faturamento funcione de verdade em uma agência de viagens, seguindo a lógica de como se gera realmente uma fatura neste setor.

Por que um programa de faturamento para agências de viagens não funciona como o de um comércio comum

A raiz do problema não é contábil. É operacional. Um software genérico fatura a partir de uma venda pontual: produto, preço, cliente, pronto. Um programa de faturamento pensado para turismo tem que partir de outra unidade: a reserva. Tudo o que ocorre depois (recebimentos parciais, pagamentos a fornecedores, comissões, ajustes) se desprende dessa reserva e deve poder ser rastreado até ela.

O que acontece quando essa conexão não existe? A equipe administrativa termina reconstruindo manualmente uma história que o sistema deveria ter registrado sozinho. E essa reconstrução manual é, na maioria dos casos, a origem real dos erros de faturamento que se atribuem “ao sistema”.

Um software contábil que sim entende esta lógica do turismo parte dessa premissa distinta desde o design, não como um ajuste posterior.

O que exige de um programa de faturamento uma reserva com vários fornecedores

Um pacote para o Peru pode incluir voos com uma companhia aérea, hospedagem com um fornecedor local, traslados com outro e uma excursão com um quarto. Cada um fatura diferente, cobra em momentos distintos e em alguns casos aplica uma comissão diferente sobre o mesmo serviço.

Se o programa de faturamento não pode desagregar esta informação por fornecedor dentro de uma mesma reserva, alguém da equipe termina levando esses números em uma planilha paralela. E uma planilha paralela é, quase sempre, o primeiro sintoma de que o sistema principal ficou aquém.

Isto se torna mais evidente em agências receptivas e em operadores atacadistas, onde uma só venda pode envolver meia dúzia de fornecedores distintos, cada um com seu próprio esquema de pagamento. A característica-chave aqui não é quantos fornecedores o sistema suporta em abstrato. É se pode mostrar, reserva por reserva, quem cobrou o quê, quanto se deve a cada fornecedor e quanto disso já foi faturado ao cliente final. Sem essa rastreabilidade por fornecedor, a margem real de cada venda fica escondida até que alguém a calcule manualmente no fechamento do mês.

Este tipo de desagregação é justamente o que separa um software contábil projetado para agências de viagens de uma planilha que só soma colunas sem distinguir sua origem.

A defasagem entre recebimentos e pagamentos que um bom programa de faturamento deve resolver

Os recebimentos antecipados são parte normal da operação turística. Também o são os pagamentos a fornecedores que se fazem antes de que o serviço se preste. Um programa de faturamento precisa distinguir, a todo momento, entre o que já se recebeu, o que já se pagou e o que ainda não tem um serviço confirmado por trás.

Sem essa distinção, a equipe perde de vista pré-pagamentos que ficaram soltos, fatura a mais ou fatura a menos, e o fluxo de caixa deixa de refletir a realidade da agência. Não é um problema de contabilidade no sentido estrito. É um problema de visibilidade: o dinheiro está, mas ninguém sabe com precisão em que estado.

Para quem já chegou a esta instância e está avaliando fornecedores concretos, convém revisar o guia sobre como escolher um programa de faturamento para agências de viagens, que aprofunda nos critérios pontuais para comparar opções uma vez identificada esta necessidade.

Multimoeda: o que um programa de faturamento para turismo precisa gerenciar

Uma agência emissora que vende para a Europa, uma receptiva que cobra em dólares e paga a fornecedores locais em sua própria moeda, ou um atacadista que trabalha com clientes em três países distintos: todos precisam de algo mais que um campo onde escolher a moeda.

Precisam que a taxa de câmbio se atualize de forma automática, não que alguém a carregue manualmente cada vez que fatura. Precisam que as margens se calculem na moeda correta para cada operação, mesmo quando o recebimento do cliente e o pagamento ao fornecedor ocorrem em moedas distintas. E precisam que os relatórios financeiros não misturem operações em reais com operações em dólares sem deixá-lo explícito, porque essa mistura é o que faz com que um balanço pareça correto sem sê-lo.

A multimoeda mal resolvida gera um problema silencioso. Os números fecham em aparência. A margem real de cada reserva, no entanto, fica distorcida até que alguém a revise operação por operação, algo que nenhuma agência com volume pode sustentar de forma manual.

O que significa que o faturamento esteja conectado com a operação

Tudo o anterior converge em um mesmo ponto. Um programa de faturamento conectado com a operação gera os movimentos financeiros de forma automática quando se confirma uma venda, sem que ninguém tenha que copiar dados de um sistema a outro. Cada reserva confirmada produz seus próprios comprovantes e registros contábeis no momento em que ocorre, não no final do mês quando alguém se senta para reconstruir a informação.

Essa conexão é a diferença entre um sistema que acompanha a operação dia a dia e um que simplesmente emite papéis no final do processo, quando já é tarde para corrigir o que se perdeu no caminho.

Como responde o programa de faturamento da Toursys a estas características

Entre as plataformas especializadas em agências de viagens, a Toursys constrói seu módulo de faturamento sobre esta mesma lógica. Está integrado com as reservas, as contas a receber e a pagar e a contabilidade geral: quando se confirma uma venda, os movimentos financeiros se geram sozinhos, sem carga manual duplicada.

O sistema também permite ver em tempo real quais recebimentos estão pendentes, quais pagamentos a fornecedores vencem e quais pré-pagamentos recebidos ainda não têm um serviço confirmado por trás. Gerencia faturamento multimoeda com taxa de câmbio atualizada, e nos mercados onde existe nota fiscal eletrônica, resolve sua emissão de forma integrada com o resto do sistema.

Nenhuma destas características resolve o faturamento por si só. O que muda realmente a operação de uma agência é que todas funcionem conectadas entre si, seguindo o mesmo ritmo com o qual se vendem e se prestam os serviços.

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Escrito por

Luis Cardenas

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