Que caraterísticas deve ter um software de agência de viagens em linha?

Há uma ideia que tende a distorcer completamente a forma como se avalia um software de agência de viagens online: pensar que é tudo uma questão de funcionalidade. Como se o valor estivesse na quantidade de coisas que “te permite fazer”, quando na verdade o que define a sua qualidade é como a operação se comporta quando tudo começa a mexer ao mesmo tempo.

Porque uma coisa é fazer uma cotação, um livro ou uma fatura. Outra coisa é o que acontece entre estas acções, quando a informação muda de mãos, é transformada, reutilizada ou – em muitos casos – recarregada do zero como se fosse nova.

É aqui que começas a ver a diferença entre uma ferramenta e um sistema numa agência de viagens.

Como deve funcionar o software em linha numa agência

Em muitas agências, a operação cresce em camadas. Primeiro resolve as vendas, depois a gestão das reservas, depois a administração, e assim por diante. Cada necessidade encontra a sua própria solução, mas raramente se pensa na forma como estão ligadas entre si dentro de um único software de agência de viagens.

O resultado não é imediato, mas aparece ao longo do tempo. A mesma informação começa a viver em locais diferentes, as equipas trabalham com versões diferentes da mesma operação e o controlo depende mais da memória ou das trocas internas do que do que está realmente registado.

Uma agência outbound sente-o quando tem de reconstruir um orçamento que já foi enviado, porque os detalhes finais estão dispersos entre e-mails e ficheiros. Uma agência recetiva sente-o quando a operação no destino não reflecte exatamente o que foi vendido. Um operador arrasta-o quando os números não batem certo e tens de rever cada componente para perceber o que aconteceu.

Em todos os casos, o problema não é a falta de ferramentas digitais. O que acontece é que a informação não flui como deveria dentro do sistema.

Principais caraterísticas do software em linha para agências de viagens

Quando se fala das caraterísticas do software de agência online, a conversa fica muitas vezes à superfície. Mas o que realmente define se um sistema funciona bem não é o que mostra, mas o que evita que tenhas de descobrir por fora.

Por exemplo, quando um orçamento é transformado numa reserva sem necessidade de refazer a reserva, o que está a acontecer não é apenas automação. É a continuidade da informação dentro do software de gestão da agência de viagens. Quando essa reserva impacta diretamente a operação e, ao mesmo tempo, alimenta o back office, o que se tem é uma lógica integrada que elimina etapas invisíveis, mas críticas.

O mesmo se aplica à rastreabilidade. Poder seguir uma venda desde o primeiro contacto até ao seu resultado financeiro não é um “extra”, é o que nos permite compreender realmente como funciona o negócio. Sem isso, qualquer análise acaba por ser parcial.

E depois há o tempo real, que é muitas vezes interpretado como uma questão de acesso remoto, quando na verdade se trata de outra coisa: todos os envolvidos numa operação a trabalhar com a mesma informação, sem depender de actualizações manuais ou confirmações cruzadas.

Quando estas condições não existem, o sistema pode continuar a funcionar. Mas fá-lo à custa de mais tempo, mais validações e mais margem para erros.

Software online vs. instalável para agências de viagens

A comparação entre o software para agências de viagens online e os sistemas instaláveis é muitas vezes resolvida demasiado depressa, como se fosse apenas uma questão de onde o sistema está alojado. Mas o verdadeiro impacto está na forma como a operação é organizada.

Um sistema instalado tende a gerar pequenas ilhas de informação. Não necessariamente porque foi mal concebido, mas porque depende de ambientes locais, ficheiros que são exportados, versões que são actualizadas de forma irregular. A consequência nem sempre é óbvia, mas acumula-se sob a forma de incoerências, atrasos e validações constantes.

Mas quando a operação vive inteiramente em um ambiente online bem estruturado, a lógica muda. Não porque pode ser acessada de qualquer lugar, mas porque tudo acontece dentro do mesmo fluxo. A informação não se desloca: fica disponível, atualizada e consistente para todos que precisam dela.

Isto é particularmente notório quando várias pessoas estão envolvidas na mesma operação. Onde antes era necessário confirmar, reenviar ou verificar, agora há visibilidade direta. E essa diferença, que parece pequena, é o que acaba por definir se a operação é escalada ou se se torna cada vez mais difícil de controlar.

O que deves considerar ao escolher um software para agências de viagens

Muitas agências conseguem funcionar durante anos com sistemas fragmentados. Adapta-se, constrói processos internos, desenvolve alguma ginástica para compensar o que falta. O problema é que há um limite para essa adaptação.

Chega um ponto em que cada novo volume de vendas não só acrescenta trabalho, mas também complexidade. Os erros aparecem em fases mais avançadas, os fechos financeiros demoram mais tempo do que o previsto e a capacidade de resposta começa a depender de quem tem a informação e não da estrutura da empresa.

É nessa altura que se torna claro que o problema não era operacional em si, mas estrutural.

Como melhorar as operações com software integrado em linha

Quando um software de agência em linha é bem concebido, a sensação não é a de que “faz mais coisas”, mas sim a de que já não requer uma intervenção constante. O que antes implicava verificar, copiar ou confirmar é resolvido no mesmo fluxo, sem necessidade de voltar a cada etapa.

A informação deixa de ser duplicada, os processos tornam-se mais claros e o controlo surge sem ter de ser construído manualmente. Não porque haja menos trabalho, mas porque o trabalho começa a ser ordenado dentro de um sistema de gestão centralizado.

Neste contexto, o crescimento deixa de ser um fator de risco e passa a ser uma consequência natural de uma operação que funciona.

Compreender o software em linha antes da ferramenta

Nesta fase, a chave não é comparar opções ou avaliar listas de caraterísticas. Trata-se de compreender como a tua operação se deve comportar para fazer sentido a longo prazo.

As abordagens de software especializadas, como as que funcionam com base em modelos integrados – em que as vendas, as operações e a administração não funcionam como áreas isoladas, mas como partes do mesmo sistema – visam resolver esta desconexão básica, em vez de acrescentar novas camadas de tecnologia.

Porque, no fim de contas, a diferença não está no software de agência de viagens online que escolhes, mas na forma como esse software organiza tudo o resto.

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